31 de julho de 2014

Bauhaus


Para mim, Bauhaus é uma escola de arquitectura e de design fundada a 25 de Abril de 1919.
Para alguns amigos, Bauhaus é uma banda depressiva para a qual nunca tive paciência.
Hoje descobri que Bauhaus também pode ser um camisola amarela. Phil Bauhaus venceu a primeira etapa (a sério) da volta.
Fica uma versão feita pelos Bauhaus de Ziggy Stardust, de David Bowie, para ajudar a dar ao pedal (os originais da banda são tão depressivos que a corrente salta da pedaleiria).



30 de julho de 2014

Facebook, o déspota


O Facebook decidiu, está decidido. Para continuar a trocar mensagens através de telemóveis com sistemas operativos iOS ou Android vai ser preciso instalar mais uma aplicação, a do Messenger do Facebook. Ou seja, cada telefone vai ter duas aplicações Facebook: uma para o feed e outra para as mensagens.
A maior rede social do mundo não facilita e impõe a sua vontade a milhões de utilizadores em todo o mundo. Explica a empresa que a aplicação permite maior rapidez na troca de mensagens e mais fiabilidade. O Facebook disponibiliza ainda a possibilidade de fazer chamadas áudio e vídeo. 
Recentemente Mark Zuckerberg revelou que o serviço pode vir a ser taxado, mas é apenas uma hipótese. 
A aplicação Messenger funciona de forma similar à das mensagens. Sempre que alguém escreve, o telefone do destinatário faz plim ou vrrrrr (é possível desligar esta notificação). Precisa de net para funcionar. 
Se a aplicação Messenger for tão boa como a do Facebook, estamos conversados! 


29 de julho de 2014

29.7

Este que vos escreve faz hoje anos e só pensa no abracinho que vai ter mais logo. Aquele abracinho que só as crianças sabem dar. E, como se não bastasse o abracinho, a Leonor já canta os Parabéns.
Hoje é só isto.

28 de julho de 2014

“Demolições Benfica”, fazemos orçamentos grátis

Fui agora espreitar o site do Benfica só para me certificar se ainda está registado como agremiação desportiva. É que, com a velocidade com que estão a destruir a equipa campeã da época passada, o clube mais parece uma empresa de demolições - e das boas.
Em poucos meses cinco titulares já foram (Oblak, Garay, siqueira, Markovic e Rodrigo) e ainda se fala na provável saída de mais três (Maxi, Enzo e Gaitan). Podem, portanto, ser 8 em 11. Se isto não é digno de uma empresa de demolições...



O mister já avisou: "Construir vai demorar mais tempo". Pois, o homem é Jesus, mas não faz milagres e o recado está dado: “Só trabalho não chega, é preciso qualidade”. Que é como quem diz: “ou entra alguém de jeito ou lá se vai o campeonato”.
A última vez que o Benfica tentou este número, a coisa não correu nada bem. Faz agora 20 anos, o Benfica tinha acabado de ser campeão nacional com Toni e o génio Manuel Damásio, presidente na altura, decidiu fazer uma revolução: contratou Artur Jorge e o prof Neca, dispensou vários campeões e contratou vultos do futebol como Nelo, Tavares e Paulão, entre outros.
Seguiu-se a travessia no deserto que se sabe... Não sei se a história vai repetir-se (o Benfica vai em três derrotas na pré-temporada) mas, se fosse do FC Porto ou Sporting, estaria com um sorriso rasgado na cara.

27 de julho de 2014

Mais um lindo dia Verão...


Está um belo dia para visitar Museus. Temos de ter esperança na velha frase: "isto logo à tarde abre".

26 de julho de 2014

Areadeserviçojackin


Quando for grande quero ter uma área de serviço numa auto-estrada. O sr. Área de Serviço só pode estar rico tendo em conta os preços que pratica.
Irrita-me esta coisa do "não tens alternativa, toma!" Os economistas devem ter uma lei que explica a mui nobre arte de explorar o viandante. Eu chamo-lhe areadeserviçojacking.
O problema não está apenas no preço, está na qualidade. Nada vale o dinheiro cobrado e nem a simpatia de alguns funcionários chega para nos aconchegar a alma.
Isto leva-me a ponderar a criação de um movimento que junta protesto à poupança. Se já levamos o almoço de casa, porque não levar a lancheira para a auto-estrada? As áreas de serviço até têm sombras para encostar o carro.
Boas viagens e boas Férias. 

25 de julho de 2014

Misturar arte e motas em Lisboa

O Art&Moto Já vai na segunda edição. E lá fui pela segunda vez este ano. Na primeira vez, vim para casa claramente com um sorriso sonhador. Desta vez teve um sabor diferente: já tinha uma mão cheia de milhares de kilómetros na mota que sonhei durante 9 anos (só dei pelos 9 anos quando a comprei) e participei, não só a abrilhantar o chão com a baba a apreciar as dezenas de motos, cada uma mais única que a outra, mas também com as minhas duas rodas na voltinha à Arrábida que se fez no fim de semana.
O espaço cresceu imenso. Vamos ver para o ano... não sei se cabe novamente no LXFactory :)
Tip:Maintain the agenda free on April 2015

24 de julho de 2014

... e a vida sorri.


Os dias andam chatos, longos, difíceis, trabalhosos, manhosos, mas eis que entra um raio de sol e de esperança: a melhor gelataria do sul da Europa vai reabrir: a Nannarella. Mais do que um dia fechada é uma tragédia. A mínima (em aérea) casa de delicias esteve encerrada meses! Devia ser proibido pela ASAE! Reabertura anunciada para quarta-feira, dia 30 de Julho de 2014.
Estes magos do sorvete conseguem transformar fruta e plantas frescas em delicias geladas e doces qb.
Quase nunca vou nessa do "melhor caracol", do "melhor pastel de massa tenra", do "melhor pastel de nata", mas aqui tenho de abrir uma excepção, porque os gelados da Nannarella são dos melhores do mundo.
A Gelateria Nannarela fica em São Bento, com vista para o Parlamento. É uma casa mínima, onde só cabem dois clientes de cada vez. Os donos são italianos e isso nota-se na arte de fazer gelados atesanais e na forma como atendem os clientes (sim, são temperamentais).
É melhor preparar o espirito para enfrentara uma fila loooooooooooonga, mas vale a pena.

Rua Nova da Piedade nº68, Lisboa
De Segunda a Sábado das 12h às 19h30
Encerra aos Domingos.

PS: dá para comprar caixas para levar para casa.

em louvor das mulheres maduras



O verão tonifica corpos sem olhar a quem. Mesmo os que já deviam estar reformados de tais operações, muitos só para enfrentar as revistas sociais ou os sociais olhos. O verão também pede recato, um recato que não se compadece com a exigência da tonificação desadequada. O recato e o tacto de se olhar ao espelho e ver as imperfeições, aceitar as imperfeições, respeitar as imperfeições. Todas. Há um filme da Dove que fala de como não nos sabemos olhar ao espelho (no caso, são elas, provavelmente as mais duras apreciadoras de si próprias).
E há Penélope, 40 anos, espanhola de Alcobendas, que vomita depois de ir para a cama do marido velho em Los abrazos rotos (sinopse imperfeitíssima para benefício deste texto). Adiante com o cinema, porque nem sempre a vida o imita. O que se louva aqui é a mulher madura, roubando a expressão do livro de Stephen Vizinczey, para melhor saudar o corpo de Cindy, 48 anos, americana de DeKalb, que com esta idade se deitou na câmara e na cama para deleite da imperfeição, para contemplação de quem olha e do recato do verão, sem tonificação ou photoshop desadequados. É uma bela imagem. Ela deitada.

23 de julho de 2014

Lápis de cor é para meninos!

Quando era miúdo, era uma das “compras do ano”. A caixa de lápis de cor que a escola exigia no início do ano lectivo. Aquilo era como um “Santo Graal” do desenho. Por norma, eram caixas Viarco com 12 lápis. Mas, num ou noutro ano de maior desafogo (e porque eu, realmente, tinha jeito para desenhar), a minha mãe lá me comprava uma caixa de Caran d’Ache, daquelas de lata, com 24 ou 36 cores. Se bem que, agora, como pai, dá-me jeito o que acabaram de inventar. Está bem que custa 90 libras (qualquer coisa como 113 euros), mas o assunto está resolvido. Assim como assim, o que os miúdos desejam não é o “design”, não é aquilo que mais ninguém tem. É aquilo que todos têm. E aquilo que, em breve, muitos poderão ter é a Scribble. Uma caneta que permite escolher entre 16 milhões de cores (leram bem). Através de um sensor, a caneta detecta uma cor para a qual se aponte o dito cujo e desata a escrever nessa cor. Vai estar disponível através do Kickstarter.

21 de julho de 2014

A era do McSound

A massificação da música pode ser boa? Por princípio, sim. Mas, para quem gosta MESMO de música, para quem a música pode ser algo como um alimento para a alma, um estímulo ultra-sensível para os ouvidos e, em última análise, para o cérebro, definitivamente NÃO. Este documentário “The Distortion of Sound” fala do declínio da qualidade sonora e da forma como a tecnologia mudou a forma como ouvimos (mas cada vez menos degustamos) a música. Vale a pena ver, ouvir e pensar.

“Show de bola”

Desculpem, mas ainda estou de ressaca do Mundial do Brasil vencido - e bem - pela Alemanha. Recordo-me de todos os campeões do mundo desde que me lembro de ser gente e ver futebol, que é como quem diz, desde o Espanha/82.
2014 - Alemanha; 2010 - Espanha; 2006 - Itália; 2002 - Brasil; 1998 - França; 1994 - Brasil; 1990 - Alemanha; 1986 - Argentina; 1982 - Itália. Já resultados e finalistas derrotados não os consigo escrever a todos sem ir ao Google, confesso.
Serve este intróito para, provavelmente, comprovar a teoria de que “dos fracos não reza a história”. Claro que todas as regras têm excepções e é de uma excepção que vos lembro.
Em Espanha, precisamente no primeiro Mundial de que tenho memória viva, fiquei fã de uma selecção que não ganhou o Mundial nem à final chegou. Tinham o meio-campo mais fabuloso que já vi jogar à bola (Toninho Cerezo, Socrates, Falcao e Zico) e ainda havia Luisinho (que jogou no Sporting em final de carreira), Júnior ou Éder, por exemplo.
Este Brasil de 1982 jogava e encantava - era o chamado “futebol-arte” - mas tinha dois pontos fracos: o avançado “matraquilho” (Serginho) e especialmente o guarda-redes frangueiro (Valdir Peres) que, aliados a alguma desorganização táctica, impediram que os favoritos no papel materializassem em campo essa vantagem.
Foi “show de bola”: União Soviética (2-1), Escócia (4-1), Nova Zelândia (4-0), Argentina (3-1). Depois chegou a Itália. À canarinha bastava o empate para chegar às meias-finais mas, para surpresa de todos, os transalpinos de Paolo Rossi (matador), Zoff (inacreditável guarda-redes) e Tardelli (inesquecível a celebração daquele golo na final) levaram a melhor (3-2) num jogo de loucos, tremendamente intenso e bem jogado.


O Mundo ficou em choque, a Itália acabou por vencer o torneio, os melhores não ganharam mas provou-se que a imortalidade chega com as vitórias - claro - mas também com algumas derrotas especiais, como esta.
Ainda hoje se pede que o Brasil regresse a esta matriz de jogo. Não foi com Scolari e não será, seguramente, com Dunga, o seu pré-anunciado sucessor.

20 de julho de 2014

A bicla que não cai

Declaração de interesses: como pai de 4, não sei se aprovo isto. Mas, como mente aberta que sou, tenho de falar nisto. Estou num dilema. Será bom que alguém tenha inventado uma bicicleta que nunca cai? E depois? Se houvesse disto em 1977, como é que eu dizia ao meu filho, agora, que fiquei sem um bocado do joelho e que a minha mãe se limitou a sacudir as calças à janela por ter medo de ver o bocado que me faltava? Como é que lhes posso dizer “toca a levantar!”, “não sejas mariquinhas!”. “Olha os joelhos do pai... estás a ver essa marca?”. Depois dessas quedas, era o maior lá do bairro. E só interrompi a carreira lá para os 17, quando parti ao meio uma BMX após um mortal em que aterrei de costas. Estou vivo. Não precisei de giroscópio na roda da frente. Mas estes senhores tiveram uma trabalheira tão grande para inventar uma bicicleta para os pobrezinhos dos filhos não esfolarem os joelhos que eu, mais que não seja por respeito pelo trabalho deles, cá estou para o mostrar.

 

19 de julho de 2014

Enterrar o problema

Custa 350 dólares. Ah! E tem de ser enterrado no jardim! Fora estes dois senãos (que deixam de fora quem faz contas até ao final do mês e quem não tenha um pedaço de terra junto a casa), é só vantagens e dá vontade de comprar mais do que um “eCool” para receber amigos lá em casa. É, basicamente, um contentor cilíndrico que serve de frigorífico para guardar latas de cerveja e mantê-las bem geladinhas. Nem sequer usa electricidade. E, se funcionar (como é um invento dinamarquês deve funcionar mesmo), deixamos de ter de abandonar o jardim para ir à cozinha abastecer. Os dinamarqueses lembraram-se que o subsolo é mais fresco e criaram este “tubo” com cerca de 1 metro de altura, um diâmetro de 22 a 30 centímetros e um peso de 12 quilos. Uma vez feito o buraco no chão, é meter lá o “eCool” com carinho. E, depois, aproveitar a muita capacidade (24) que tem para receber as nossas meninas (as cervejas). Funciona como um carregador de uma arma, com uma mola no fundo, que vai “trazendo” para cima as latas, portanto o esforço é mínimo... é só mesmo ter força no braço para levar a lata à boca.

18 de julho de 2014

Flatulência animal e lápis de grafite

Toda a gente sabe o que é um kilo de qualquer coisa, ou pelo menos, pede ao senhor/a do supermercado para pesar a fruta e legumes no supermercado.
E um kilo de carbono? 
Ok... podíamos abrir umas centenas de lápis HB, tirar-lhes o miolo, juntar e perfazer 1,5 kg e tinhamos 1 kg de carbono (o resto dos 500 g são argila e cera). Para os mais abastados, podem também juntar os diamantezitos lá de casa e, se quiserem, pedirem ao senhor do supermercado para pesar...


E o que é um kilo de dióxido de carbono? 
Falemos de arrotos e flatulência (vulgarmente conhecida por fermentação entérica).
Uma vaca em Portugal (há vacas e vacas!) emite cerca de 2919 kg de CO2 por ano.  Ou seja, cerca de 796 Kg de carbono.
Isto tudo para chegar onde:
1 - Felizmente há plantinhas que "comem" carbono :)
2 - É preciso tirar o miolo a 2340 lápis para perceber o significado físico da flatulência de uma vaca **
1 Vaca Leiteira:      139 kg Metano por ano (2919 Kg CO2)*
1 Vaca para Carne: 55 kg Metano por ano (1155 Kg CO2)*
1 Ovelha:                9 kg Metano por ano (189 Kg CO2)*
1 Cabra:                  7.6 kg Metano por ano (160 Kg CO2)*
1 Porco:                  1.4 kg Metano por ano (29 Kg CO2)*

*1 molécula de metano equivale a 21 de CO2 em termos de potencial de aquecimento global

**Assumindo que o miolo de um lápis é metade do peso do lápis

17 x 8 = 136


É muito raro da Alemanha chegar música em condições. Fizeram pouco depois de Beethoven. Só Kraftwek e Rammstein. É surpreendente que um país com uma marca tão prestigiada como é o Made in Germany, tenha exportado Modern Talking, Milli Vanilli e Tokyo Hotel. Sim, faltam os Scorpions. São o meu guilty pleasure. Todos temos um. Nos dias que se seguiram à vitória da selecção no Mundial, reparei numa curiosa, e quase unânime, admiração pela cultura alemã. Falou-se de uma nação exemplar onde, por ex., os miúdos estudam todas as tabuadas. Em Portugal aprendemos a tabuada até ao 10, os alemães estudam a do 13, 14, 15 e por aí fora. Sempre de olho na produtividade. A verdade é que são mais umas quantas folhas no Livro do Ratinho. Ganham as gráficas. Se eu fosse alemão, saberia ao certo quantas folhas a mais tem a Tabuada do Ratinho alemão se lhe juntarmos as tabuadas até ao 20. Mas, por que falha então na música um país conhecido pela qualidade, e esse conceito ainda pouco conhecido por cá, a meritocracia? Tenho para mim que estão a estudar a tabuada.

...mas há sempre coisas melhores

Se há música que me puxa a alma “para cima” é a dos Jamiroquai. Há coisas que não se explicam. Como não se explica que seja possível uma miúda de 21 anos tocar baixo como esta já toca. De tal forma, que prefiro mostrá-la, a publicar aqui o videoclip dos Jamiroquai, apesar de até serem, sempre, bastante “vistosos”...

17 de julho de 2014

Best Goiabada Ever

Lembro-me de poucas coisas da minha infância, principalmente depois de ter batido com a cabeça na parede do edifício onde funciona a biblioteca, em Santarém. Devia ter uns 6 anos. Não me lembro. Perdi o controlo do triciclo e só parei lá em baixo na então chamada Rua da Amargura. Nesse dia, percebi por que lhe chamavam assim. Mas, apesar desse acidente, há coisas da minha infância, em Santarém, que não se esquecem, nomeadamente, as amêndoas da Confeitaria Mirene na Pascoa e o bolo-rei no Natal. E a Patrícia o ano todo!
Foquemo-nos na Mirene que integra agora uma empresa com várias marcas. Dfábrica da Mirene sai a melhor Goiabada de sempre, senhores! Reparei há pouco nesta embalagem enquanto esperava para pagar na fila de um supermercado e alanche metade foi à vida! E enquanto escrevia isto, o Benfica vendeu mais um jogador. 






A insustentável leveza do (novo) ser

Ver Aqui
Não é melhor, nem pior do que se imaginava antes. É diferente. É diferente de tudo o que possam ter pensado. É diferente de tudo o que possam imaginar. Nalguns casos para melhor. Noutros para pior. Tudo depende de demasiadas coisas: de nós, da mãe, do bebé, do médico e das enfermeiras. Do que tiver de acontecer. Por isso, não vale muito a pena um homem preocupar-se muito se está (ou não) preparado para o momento do parto. Primeiro porque nunca estará completamente preparado. Depois porque há-de encontrar forças onde nunca julgou tê-las. O essencial é manter a calma. E deixarmos de ser nós aquilo que mais importa. Confesso: tenho horror a tudo o que sejam salas de operações, agulhas, luvas de latex e sei lá mais o quê. E, no entanto, só não assisti ao parto do meu primeiro filho. E apenas porque estava num hospital público e havia outra parturiente ao mesmo tempo a dar à luz. Desde aí assisti aos outros três. Não há palavras que descrevam o que só cada um pode sentir, por isso abstenho-me de escrever mais. Vão e gozem o momento que não há muitos assim. Entretanto, se não acreditam em mim, vejam este trabalho do fotógrafo Dave Young. Durante quatro noites, em Abril, esteve em dois hospitais londrinos a fotografar homens acabados de se transformar em pais. Basicamente os “elos esquecidos” num dia tão importante. As expressões variam entre o terror, o estado de choque, a felicidade extrema e o “ai Jesus o que é que me aconteceu”. Basicamente, falam por si. Vejam aqui.

16 de julho de 2014

Zumba II


Tenho quase 2 anos de experiência como pai e estou em condições de confirmar que é verdade, os pais fazem tudo pelos filhos. E isso implica passar vergonhas, se necessário for!
Ontem, não sabendo o que me esperava e mesmo perante a possibilidade que pairava sobre a minha cabeça de ter de vestir leggings, avancei e levei a minha filha a uma aula de Zumba.
Os meus receios não se confirmaram. Só me foi pedido que ficasse calado a assistir. Foi muito divertido, mas o que é realmente inquietante neste episódio é que eu estava preparado para vestir leggings. 
Pai Sofre!

15 de julho de 2014

Esqueçam o Damon ou o Müller


A supremacia não é apenas uma coisa do Matt Damon por muito que já se tenha perdido a conta aos filmes em que o rapaz anda sempre sério e tenso à procura de qualquer coisa, da identidade ou de um carro para fugir. A supremacia não é apenas uma palavra que se use para falar de guerra ou de futebol, que nisto da linguagem a bola é sempre uma coisa muito bélica ou a fugir para a testosterona. A supremacia sente-se e vive-se quando a bola é redonda, há 11 para cada lado e no fim ganha quem melhor joga (sim, bastava a Argentina de 1978 ou a Itália de 1982 para contrariarmos a tese, mas somos uns românticos: quem ganhou a História foi a Holanda no mundial dos coronéis ou o Brasil de Zico e Sócrates). 
Foi assim no domingo: ganhou quem melhor jogou durante três semanas. Mas no fim a supremacia não foi alemã: por muito que Heidi, 41 anos, alemã de Bergisch Gladbach, ou Claudia (que já nos acompanha desde a nossa adolescência tardia, ámen), 43 anos, também alemã de Rheinberg, nos façam acreditar na espécie humana, o Brasil - e basta acompanhar um mínimo olímpico das redes sociais - foi quem deu cartas nas manifestações de apoio aos seus mesmo que aos seus tenha faltado a alegria. Uma joie de vivre que se estende até nós, na praia, com Ana, 32 anos, brasileira de Itabira.

Sobre rodas

Depois do futebol, foi o hóquei em patins o segundo desporto a conquistar-me. Momento decisivo foi o Mundial de 1982, jogado em Barcelos, que a RTP transmitia em directo.
É verdade que na tv quase não se vê a bola - e nessa época não havia o cuidado de jogar com pisos claros e a baliza era ainda mais pequena do que é hoje - mas a intensidade dos jogos, as goleadas constantes e o pavilhão ao rubro cativou-me.
Não me lembro de todos os jogadores, mas de alguns nunca mais me esqueci, talvez por terem nomes estranhos: Ramalhete, o guarda-redes, o Sobrinho, o Rosado, o Xana ou o Leste. Ah, e ganhámos à Espanha na final.

Tal como no futebol, em que não vi Eusébio jogar, também no hóquei já não fui a tempo de ver o maior de todos os tempos: António Livramento.
O gosto pela modalidade nunca esmoreceu também graças ao AACD (Associação Alcobacense de Cultura e Desporto) que tem hóquei há muitos anos. Foram centenas de jogos que vi ao vivo, alguns deles bastante intensos.
Nos últimos anos, Portugal deixou de ganhar tantas vezes, mas esta terça-feira começa mais um campeonato europeu e logo à noite lá estarei frente ao televisor. Portugal - França, 19h00, RTP2.

Zumba

Não sei bem ao que vou mas estou entusiasmado. Tem sido muito assim na minha vida. Foi esta inconsciência que me trouxe para o mundo da rádio. E, principalmente, que me tem feito ficar. Ainda esta tarde vou levar a minha filha ( Leonor, 21 meses) a uma aula de Zumba. Eu julgo que é só levar. Não estou a contar fazer nada. Sei muito pouco sobre Zumba embora me pareça divertido, ou não tivesse sido inventada na Colômbia. Fui pesquisar na Wikipédia. A Zumba foi inventada por um colombiano. Vi algumas imagens e desconfio que tenha sido inventada logo a seguir ao golo do James Rodríguez frente ao Uruguai tal a euforia de movimentos nos praticantes de Zumba. Eu depois conto como foi. 

14 de julho de 2014

Foi bonita a festa, pá

Terminou o Mundial do Brasil, a Copa, e já temos saudades. Foi uma bela prova. Grandes jogos, grandes (e muitos) golos, grandes guarda-redes e, no fim, uma vencedora justa. A Alemanha é tetra e acabou com uma tradição de que equipas europeias não ganhavam nas Américas.
Rapidamente, os destaques da prova só para embirrar:

O meu 11:
1- Neuer (Alemanha)
2- Lahm (Alemanha)
3- Hummels (Alemanha)
4- Garay (Argentina)
5- Armero (Colômbia)
6- Mascherano (Argentina)
7- Di Maria (Argentina)
8- Kroos (Alemanha)
9- Muller (Alemanha)
1O- James (Colômbia)
11- Robben (Holanda)

É curioso que, num Mundial com 171 golos, não tenha havido um ponta de lança a destacar-se verdadeiramente. Pelo contrário, esta foi, sem dúvida, uma prova em que o destaque principal foi para os guarda-redes. Para além de Neuer, quem não se lembra de Navas, Ochoa, Bravo, Mbolhi, Courtois ou Tim Howard, que bateu o recorde de defesas numa fase final.

Melhor Defesa: Ochoa (México) contra o Brasil
Melhor golo: James (Colômbia) contra Uruguai, mas podia ser Van Persie
Jogo "Ó meu Deus!!!": Brasil 1-7 Alemanha
Jogo "Que chatice": Holanda - Argentina
Selecção "surpresa": Costa Rica
Selecção "nota artística": Colômbia
Selecção "decepção": podia ser a Espanha, mas tem de ser o Brasil
Momento "Mas o que é isto!!!": entrada de Krul para os penaltis


PS: É a minha estreia neste espaço. Lembram-se do "Sport Billy"? Cheira-me que este boneco foi inspirado em mim. Todas as segundas-feiras vamos falar aqui sobre desporto (atenção: escrevi desporto e não futebol). Histórias, estórias, piadas, efemérides, cenas... Nos outros dias da semana, logo se vê.

13 de julho de 2014

A Novela regressa amanhã

Amanhã podemos voltar a ver a telenovela. Pelos menos, nas novelas, os ricos, poderosos e maus perdem sempre no fim. 

5 Truques Básicos para iPhone


São 5 truques básicos para o iPhone:

1 - Escrever sempre em maiúsculas (sem ter estar sempre a carregar na setinha)
2 - Saber que App estão ligadas e desligá-las
3 - Home Button virtual
4 - Ligar o modo "não incomodar"
5 - Como calar o iPhone quando entra uma chamada



11 de julho de 2014

O Piropo

Eu sou a favor do piropo, mas do piropo de qualidade, bem construído, criativo, inovador. 
Tenho grande dificuldade em entender homens que buzinam para mulheres. Passam, olham, pipummmm e seguem. Estão à espera de quê? Que ela desmaie de emoção ao ouvir o claxon? Que rasgue a roupas ali mesmo,  no passeio? Que se atire para cima do carro? 
E se ela fizer isso tudo? Tenho a certeza que o apitador foge assustado.
Um piropo bem feito ilumina, a buzinadela é estúpida e ineficaz.
Sejam criativos, meus senhores! Ponham os olhos nos grandes autores!

10 de julho de 2014

Este homem apostou tudo em Portugal... e perdeu

Este homem vendeu tudo para apoiar a selecção portuguesa e agora está furioso, sobretudo triste. 
Pede a intervenção urgente das autoridades.
No meio disto tudo, teve a sorte de não ter escolhido o Brasil.



Terra da Prata

O que nos consola é que a máquina alemã vai ter de correr muito para enfrentar o sangue latino. 
Vai ser uma espécie de duelo entre os homens que têm a Prata e os que a perderam. 

8 de julho de 2014

Walking On My Shoes


Now I'm not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes

Depeche Mode 

7 de julho de 2014

Exercício criativo

...e se a Guerra dos Tronos fosse contemporânea da Galactica ou do McGyver?

 

Boa Semana!

6 de julho de 2014

O Verão já terminou



Basta ouvir o Carlos Mendes (ainda sem bigode) para perceber que essa coisa das Alterações Climáticas já vem de trás.
Se o Verão não terminou, parece!

Viajar no Tempo já é possível


Esta coisa das boxes é terrível para o Futebol. Há sempre um vizinho que vê o golo antes de nós e o pior é que se manifesta. As leis que regulam a vizinhança deviam prever a obrigatoriedade de não exteriorizar alegria extrema sempre que o objecto esférico toca nas redes adversárias.
O vizinho do 2º Esquerdo vive mais de 4 segundos no futuro, ou sou eu que vivo no passado e ele no presente? As boxes vieram introduzir nas nossas vidas paradoxos temporais de difícil compreensão.
O pior é quando aqueles que vivem no futuro gritam mais nos falhanços do que nos golos. Ficamos à espera do golo 1 segundo, 2 segundos, 3 segundos, 4 segundos... então? Afinal não foi golo e agora tenho o coração aos pulos!
Vamos lançar um petição a exigir a sincronização das boxes.

5 de julho de 2014

O discreto charme da (ham) burguesia


Há dias o “Telegraph” chamava-lhe a “hipsterficação” do hambúrguer. E, apesar de britânico, o artigo tem razão. Mas eu chamar-lhe-ia mais a “gourmetização” do hambúrguer. Aliás, hoje em dia é de tudo. Já lá vão os tempos em que um hambúrguer era apenas... um hambúrguer. Ia comê-los às Amoreiras, ao Garden Burguer, entre uma pisadela ou outra numa barata que queria sentar-se ao nosso lado e fazer-nos companhia. E não havia mais nada, a não ser o Great American Disaster, que, por acaso, nunca frequentei. Só que isto das modas parece um gráfico que ora ruma ao céu, ora teima em não sair do subsolo. Depois de (ainda há quê... dez anos?) o hambúrguer ser visto como o pior veneno que se podia dar a um filho, quase tão mau como um robalo acabado de apanhar nas águas de Fukushima, agora é o “pico do Evereste” da gastronomia urbana. Como é que de uma simples rodela de carne de vaca a nadar em gordura, metida entre duas metades de pão de bola, chegou onde chegou? Isto é como se a sociedade gastronómica tivesse permitido à baixa (ham)burguesia trepar por ali acima e ostentar uma vida que não tem, a viver em casas de luxo na curva do Farol e a passear num Lamborghini pago a pronto. O que é isto da “arte” em torno do hambúrguer? Não estaremos a exagerar? Agora é pão do caco, é sementes de sésamo, cebola caramelizada, é agrião, queijo brie ou cheddar, cogumelos, e até (blargh!) tofu! Chega! Uma pessoa senta-se à mesa e leva mais tempo a tentar escolher o que quer comer do que propriamente a comer aquilo. Saibam, senhores “chefs”, que exijo respeito. Sim, porque eu sou do tempo em que, nalguns menus, ainda lá vinha escrito “hamburguesa”!

4 de julho de 2014

O Lado Humano


Nós gostamos de reportagens que mostram o lado humano das figuras públicas, que revelam o que dizem os olhos.
Este vídeo mostra que a Irina é simpática, criativa, divertida, poliglota e até sabe cantar.
Uma reportagem que desmonta o estereótipo que classifica os russos de frios e sisudos. Devia passar na RTP2.

Bom fim-de-semana!

Tem Caviar?

O Lidl proporciona-me momentos verdadeiramente inolvidáveis.
Uma senhora pergunta na caixa, passando por cima da fila:
-Desculpe... precisava de perguntar a alguém uma coisa...
-Diga - responde o caixa.
-Tem Caviar?
O rapaz voltou a olhar para a caixa registadora, abanou a cabeça e a sorrir respondeu que "não".  Na fila, alguns olhos arregalaram-se e algumas cabeças viraram-se para trás.
Não sei se é sinal da crise, mas a senhora pensou bem: se houver, no Lidl o Caviar é, por certo, mais barato. O que talvez não saiba é que há Caviar a ser produzido em Portugal. São Esturjões, que trazidos pela Universidade do Algarve, vão crescer felizes no Alentejo para nos darem muitas ovas.
A Caviar Portugal nasceu na Universidade e agora é uma empresa, que investiu cerca de 4 milhões de euros para criar Esturjões em aquacultura. As expectativas apontam para uma produção entre 4, 5 a 5 toneladas lá para 2019 ou 2020, mas apenas 5 por cento deverá ser "petiscado" em Portugal. Os biólogos envolvidos no projecto prometem não desperdiçar água e usar plantas para fazer a filtragem do tanque.
Cada 100 gramas de Caviar têm 264 calorias (25 minutos de passadeira).

PS: As bananas estavam esgotadas.

3 de julho de 2014

Água mole em pedras duras



Os estados da nação mudam conforme os olhos que os veem: os do Governo e sua maioria, para quem o país está melhor, irrevogavelmente melhor, e os da oposição, para quem o país piorou. Há um ano, fez ontem exatamente um ano, Paulo Portas escreveu um novo significado para irrevogável, dizendo cobras e lagartos de uma política de austeridade do seu governo, quase tão duro como um líder da oposição - e teria bastado então, numa moção de censura no final desse mês, ler duas cartas para atingir o Governo de forma certeira: a de Gaspar e a de Portas.
Há um ano, o estado a que tínhamos chegado era este - o ministro das Finanças tinha cuidado da sua saída, acomodado na dificuldade de fazer mais em tiro ao alvo ao alvo que bateria a porta no dia seguinte. Ato de dissimulação, escreveria depois essoutro alvo, Portas, e as palavras escritas batem à porta mesmo um ano depois, mesmo que nos cantem agora milagres diferentes da irrevogabilidade de há um ano.
O caminho das pedras, disse ontem Portas, para falar do tempo do "protetorado", não tem em conta que, quando falamos de pedras, não estamos só a falar de dificuldades. Há no português uma leveza que acompanha a palavra - e tantas vezes pedida depois de nos enfardarmos, passe a publicidade. 
Passe a publicidade, de facto, e vamos ao essencial: quando falamos de um caminho como o de Daniela, 30 anos, 1,74, portuguesa de Boston, da leveza que se solta, bem podemos olhar para trás e dizer que os caminhos eram vários e que faltaram muitas pedras assim a um governo que só não tornou irrevogável aquilo que seria certo: o peso da austeridade que pesa tanto nos portugueses.

2 de julho de 2014

Estado da Nação


Esta gente cujo rosto
às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos

Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto

De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois gente que tem

O rosto desenhado
Por paciência e fome
É gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente

Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova


E recomeço a busca

De um país liberto
De uma vida limpa
De um tempo justo

Do livro GEOGRAFIA, 1967

1 de julho de 2014

Golo de Portugal


Coisas que ficam do Mundial: o golo de James frente ao Uruguai e a Leonor ter aprendido a dizer Portugal durante a prova. Indiferente ao fracasso da selecção, continua a gritar Portugal a cada golo que passa na tv. 
O Mundial está ganho!